sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Santo Agostinho e o mundo de regeneração

É bom lembrar do que disse Santo Agostinho no capítulo III do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Ao descrever  o mundo de  regeneração, Santo Agostinho diz  que mesmo livre das paixões desordenadas, num clima de calma e repouso, a humanidade ainda estará  sujeita  “às vicissitudes de  que  não estão  isentos senão os seres completamente desmaterializados; há ainda provas a suportar (...) e que “nesses mundos, o homem ainda é falível, e o Espírito do mal não perdeu  , ali, completamente o seu  império. Não avançar é recuar , e se não está firme no caminho do bem, pode voltar a cair nos mundos de expiação, onde o esperam novas e  terríveis provas”. 

Ou seja, não há mágica no processo evolutivo: nós já  somos os construtores do mundo de  regeneração, e  , se não corrigirmos o rumo na direção do desenvolvimento sustentável, prorrogaremos situações de  desconforto já amplamente diagnosticadas.

Não é possível, portanto, esperar a chegada do mundo de  regeneração de braços cruzados. Até porque, sem os devidos méritos evolutivos, boa parte de nós deverá retornar à  esse mundo  pelas portas da  reencarnação. Se  ainda  quisermos encontrar  aqui estoques razoáveis de  água doce, ar  puro, terra  fértil, menos lixo e  um clima  estável sem os flagelos previstos pela  queima  crescente  de  petróleo, gás e  carvão que  agravam o efeito estufa – deveremos agir agora, sem perda de tempo.

Nenhum comentário: